Alimentação natural e saudável é algo que ganha muita importância nas nossas vidas depois que temos filhos.

Afinal de contas, se antes a gente já era preocupada em manter o corpo e a mente saudáveis, agora que temos filhos queremos levar isso à máxima potência.
Você não concorda?beijocata_otimizadaComigo foi assim. Depois que minha filha nasceu e, principalmente, depois que ela deixou de ser amamentada exclusivamente e começou a comer papinha, passei a dar bastante atenção ao que ponho na boca dela – e na minha, e de toda a família.

Comecei a investigar os alimentos e a cozinhar com cada vez mais consciência.
O resultado foi que, nestes últimos dois anos, mudei – para melhor –inúmeros hábitos alimentares. Se você está se perguntando quais, não se preocupe, pois compartilharei alguns deles mais adiante. Felizmente, minha família me acompanhou nessa jornada.

Mas esta não foi a única mudança na minha vida após o nascimento da minha filha.

Com o tempo, veio uma vontade de compartilhar publicamente as descobertas que ia fazendo. Toda semana eram novos ingredientes, novas receitas e — o mais importante — novas informações que surgiam na minha cozinha.

Eu queria propagar todas essas descobertas. Foi, então, que nasceu o blog Panelas de Gaya.

Gaya, na mitologia grega, é a deusa-mãe. Ela simboliza a fertilidade, o potencial criador e também a terra — o ventre de onde nascem os alimentos.

Portanto, nada mais natural do que eu ter escolhido este nome para um blog que trata de alimentação natural.
Mas, se você ainda não entendeu direito o que é alimentação natural e por que ela é tão importante, vou esclarecer melhor esta ideia para você.

A Alimentação Natural versus IndustrializadosLixo x Saudavel

 

A meu ver, alimentação natural é uma filosofia de vida que valoriza todos os alimentos que a natureza nos proporciona. Por exemplo:

– Cereais e grãos integrais
– Leguminosas
– Verduras, hortaliças e legumes
– Frutas
– Sementes (como semente de chia, de girassol, de abóbora)
– Castanhas

Todos estes alimentos são encontrados in natura – isto é, como a natureza os fez – e contêm todos os nutrientes que o nosso corpo precisa.

Agora, você pode estar se perguntando: e o leite, os ovos e as carnes?

Os leites, ovos e carnes que nós costumamos comer vêm de animais – boi e vaca, porco, carneiro e cabra, galinha, peixes e frutos do mar – que também têm uma alimentação natural (ou deveriam ter, porque, infelizmente, nem sempre isso acontece na nossa sociedade).

Portanto, pode-se dizer que essas carnes também são naturais e apresentam em sua composição bons nutrientes para o nosso organismo.

Em contraposição à alimentação natural, existem os industrializados.
Industrializados não são alimentos, são produtos alimentícios.
Para transformar alimentos em produtos alimentícios, a indústria costuma processá-los até o último grau, depois os empacota e distribui para grandes e pequenas redes de supermercado.

Estes produtos embalados ou empacotados costumam vir com rótulos muitas vezes indecifráveis. Mas se, por acaso, você conseguir decifrá-los, verá que esses produtos têm em sua composição bastante sal, açúcar e gorduras – e tudo do pior tipo que existe.

Estes produtos alimentícios, por exemplo, quase não contêm potássio e magnésio, os dois principais minerais que o nosso corpo precisa.
Também não têm vitaminas, fibras ou ácidos graxos como o ômega 3.
Produtos alimentícios são o pior tipo de “comida” que você pode dar para os seus filhos.

Nem aquela papinha da Nestlé está a salvo.
Os bebês e crianças precisam de muitos nutrientes que garantam o bom crescimento deles.

Estes nutrientes estão presentes nos alimentos de verdade, e não nos industrializados.
É por isso que é de extrema importância que você prepare a comida para o seu filho.

Aqui em casa, tudo que eu faço para mim e meu marido eu ofereço à minha filha. E ela já se acostumou ao gosto de um bocado de comida boa e saudável.
Sim, porque “comer saudável” é um hábito que se adquire.
E, nesse sentido, não se esqueça: você é o maior exemplo para o seu filho.

Novos hábitos alimentares

Como eu disse, com as minhas pesquisas sobre os alimentos, mudei muitos dos meus hábitos.
O primeiro e mais importante deles foi: eu passei a cozinhar mais.

Nos tempos de hoje, em que o ritmo de tudo é muito veloz e todos trabalham fora de casa, “gastar” tempo na cozinha — namorando os ingredientes e os cheiros e esperando o fogo fazer o seu trabalho – é realmente ir contra a maré.

Principalmente se você é mulher e mãe, porque a mulher valorizada hoje em dia é aquela “independente”, isto é, que trabalha fora para ter essa independência. Mulher que fica em casa, ainda mais cozinhando o dia inteiro, é mais do que um peixe fora d’água.
Mas, bem, eu topei o desafio, e o resultado é que hoje trabalho com isso.

Contudo, se você trabalha fora e não tem tempo de cozinhar durante a semana, seria interessante pegar um sábado ou domingo e reunir a família em torno da cozinha para, com calma, vocês prepararem as refeições juntos.

Você verá que os bebês e as crianças mais velhas se interessam muito pelos alimentos que os pais estão manuseando. E isso é ótimo!
No meu caso, esse tempo a mais na cozinha levou a algumas mudanças interessantes. Vamos a elas:

1. Passei do arroz branco para o arroz integralcomofazerarrozintegral

Antes da minha filha nascer, eu consumia arroz integral apenas uma vez a cada 3 meses.

Quando a minha filha começou a comer comida, o pediatra dela logo me aconselhou a fazer arroz integral, por ser mais nutritivo que o branco.

Eu segui as recomendações, mas não sabia que acabaria por me apaixonar pelo arroz integral. Eu gostei tanto, que hoje como todos os dias!

Depois, fui pesquisar a fundo este alimento, e esta pesquisa deu origem ao primeiro artigo do Panelas de Gaya.

2. Parei de usar tabletes de caldo e sal branco refinadosal himalaia - ot

Tabletes de caldo e sal branco refinado são produtos industrializados. Portanto, não são bons produtos para o seu filho consumir.

Aqui em casa, quando cozinho, eu uso apenas sal marinho e sal rosa do Himalaia — e em poucas quantidades. Por consequência, minha filha só consome esses sais.

3. Troquei o açúcar cristal pelo açúcar mascavotipos de acucar_ot

Não é fácil trocar o açúcar branco refinado ou o açúcar cristal pelo mascavo. Mas é possível.

O açúcar mascavo adoça menos, mas ele traz muitos minerais para o nosso organismo.

O açúcar branco, ao contrário, tira os minerais do nosso organismo – sobretudo cálcio.

Além disso, o açúcar branco refinado é um composto industrializado que pode originar diversas doenças silenciosas, como hipertensão e diabetes do tipo 2.

Se quiser saber mais sugiro dar uma olhadinha neste artigo aqui.

4. Incluí mais sementes e castanhas na minha dieta
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As sementes e castanhas são riquíssimas em minerais, vitaminas, fibras e ácidos graxos como ômega 3. São um alimento maravilhoso para nossos filhos – a minha filha, por exemplo, adora amêndoas e castanha de caju.

As sementes e castanhas também dão rapidamente a sensação de saciedade e o melhor de tudo é que são super portáteis. Você pode levá-las em um pote na bolsa e comer, por exemplo, no lanche da tarde.
No Panelas de Gaya, eu contei sobre como usar a semente de chia e de abóbora.

5. Comecei a frequentar a feira de produtos orgânicosorganicos

Até minha filha nascer, eu não dava muita bola para os orgânicos. Mas, quando ela começou a comer, tudo mudou.

Eu já sabia que, na feira convencional, as frutas e vegetais vinham todos cheios de agrotóxicos e aditivos químicos usados, por exemplo, no solo em que cresciam. E que todas essas substâncias eram responsáveis por uma série de males à saúde, inclusive câncer. E ainda que, no Brasil, é permitido usar substâncias que outros países já proibiram há muito tempo.

Por todos esses motivos, eu simplesmente não queria pôr frutas e legumes com agrotóxicos na boca da minha filha.

Então, comecei a frequentar a feira de produtos orgânicos.
E quantos sabores novos e deliciosos entraram na minha cozinha!
Gostou das mudanças? E aí, você também topa o desafio?

Conclusão

O nascimento da minha filha, dois anos atrás, trouxe muitas mudanças na minha vida.

Eu me abri a estas mudanças e deixei que a correnteza me levasse. A correnteza desembocou em novas experiências na cozinha – uma paixão desde sempre, para mim – e em um novo blog.

Espero que a minha história te inspire e que você possa beber da fonte do Panelas de Gaya sempre que quiser. O espaço lá está aberto a você.

Também gostaria de agradecer a Mari Motta por abrir este espaço, para que eu pudesse contar um pouco mais da minha experiência, e por criar um blog tão importante para nós, que somos mães nesses tempos virtuais.

Com certeza, compartilhando experiências, ficamos mais unidas e também mais fortes!


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